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ESG na construção civil

02, junho de 2022

Por Bruno Malvezi

Mesmo os profissionais mais desatentos já conhecem, ou ouviram falar, sobre conceitos como green buildings (prédios verdes) e edifícios saudáveis. São assuntos imprescindíveis para estruturar o futuro, sem dúvidas, e que englobam outro tema que cresce em importância no setor: o ESG na construção civil.

Sigla inglesa que se refere a meio ambiente, desenvolvimento social e governança (environment, social e governance, no original), o ESG ganha espaço no setor imobiliário justamente por medir e avaliar três tópicos considerados cruciais para o desenvolvimento de projetos e criação de comunidades harmoniosas.

De maneira geral, é preciso entender e reduzir o impacto das obras e da produção de insumos em relação aos recursos naturais utilizados na construção civil e beneficiar as comunidades onde elas estão ou serão inseridas. Essa necessidade urgente do mundo moderno explica-se pela famigerada degradação acelerada da natureza e da utilização irracional dos recursos naturais.

A pandemia causada pelo Covid-19 fez aumentar essa preocupação, reforçando a adoção de processos e políticas que estimulem a sustentabilidade, o respeito às leis e diretrizes, além da promoção do bem-estar. Assim, o ESG na construção civil, como em qualquer outra área, deve ser tema central no ambiente corporativo, norteando a estratégia futura das empresas. 

Com novas políticas, avaliações corretas e as ferramentas úteis necessárias mais difundidas, as empresas devem tomar decisões práticas para minimizar possíveis danos ao meio ambiente, reduzindo o desperdício e o consumo de recursos naturais e, consequentemente, minorando os impactos ao planeta.

Ademais, quando se fala em ESG, há outras contribuições que extrapolam a questão ambiental. Uma empresa não deve ter como único propósito atender aos interesses de seus acionistas. É preciso um olhar humanizado para seus colaboradores, empatia por seus consumidores e envolvimento verdadeiro com o desenvolvimento nas cidades, regiões ou países em que atuam. As companhias que não se atentarem a isso certamente serão irrelevantes no futuro.

Vale destacar que, muito embora enquadrar a empresa na estrutura ESG necessite investimentos iniciais, sem dúvida existirão benefícios econômicos aos projetos como maior economia a partir do consumo consciente de recursos, reuso, reaproveitamento ou reciclagem de matérias-primas. Há, igualmente, uma série de novas oportunidades com os investidores, uma vez que esta é uma das métricas mais valorizadas por bancos e fundos de investimento na avaliação de diferentes negócios.

Hoje, mais do que erguer uma edificação e garantir que ela seja funcional, o mercado imobiliário e os consumidores estão atentos ao respeito às políticas ambientais de consumo consciente de água e energia, o que garante conforto e saúde aos ocupantes e, claro, respeito a realidade socioeconômica da região, com estímulos para a criação de comunidades engajadas e sustentáveis. 

Implementar o conceito de ESG na construção civil não é uma tarefa fácil, mas é possível. Basta empenho das organizações, mobilização dos colaboradores e um olhar mais empático ao meio ambiente e a sociedade.

* Bruno Malvezi é diretor-executivo do Grupo Impper. Formado pela Impper Empreendimentos, Impper Vendas e ImpperTech, o Grupo Impper oferece casas prontas em condomínios fechados, bairros planejados e loteamentos industriais. O Grupo atua nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na cidade de Assuncion, no Paraguai.

Confira o artigo publicado no site do Díário da Região.

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